A primeira coisa que eu aprendi sobre escrever é que não há como escrever sem antes ser uma pessoa observadora. A ficção não é real, mas o mundo de onde se tiram as ideias que compõem nossos textos, sim. Quando eu entendi isso, quando eu refleti que até mesmo os pequenos e despretensiosos textinhos escritos quando eu era criança, foram baseados em histórias de livros que eu li, ou de coisas que eu vi ou ouvi alguém dizer, tudo ficou mais claro.
A essência misteriosa do meu futuro trabalho se descortinou perante meus olhos. Eu tinha que ser curiosa, atenta, uma jornalista de ideias, uma escavadora de informações. Desde então, eu passei a fazer algo que se tornou um hábito. Observar as pessoas, lugares, objetos, formigas, pássaros. Qualquer coisa. Qualquer um.
E vocês, são observadores?
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