sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tchê,
numa dessas
tardes em que
o sol tava se indo
embora, e eu no meu
matear solito, comecei a pensar.
Estamos botando mais uma marca
na existência da vida. Então decidi que
deveria mandar uma tropilha de palavras
pra ti, assim, poderia dividir com meus amigos,
esses devaneios de saudades desse tempo que já se
foi, pois já estamos no fim dessa etapa chamada de 2011.
Nisso me lembrei dessa tal de INTERNETCHE, achei que
seria fácil, era só camperiar por alguns SITES e já de pronto
acharia o que estava por campear. Me deparei com muita coisa da
buena, mas nada daquilo que eu queria te dizer, pois descobri que não
havia ali as palavras puras que minha xucra alma sente para falar contigo.
Por isso vivente te digo, com esse meu jeitão rude, que fiz tudo que pude.
Pra te dizer o que minha alma sente,  queria ter te encontrado todos os dias,
ter te dito, Buenos dias, buenas tarde, buenas noite e tudo mais, mas, talvez
nos vimos tão depressa, no  afazer das nossas tarefas, que nem isso aconteceu,
pois o ano recém nasceu, e já está para acabar.  Mas peço ao Tropeiro do Universo, sim,
Ele que tudo pode, que nos traga sentimentos nobres, de amor e amizade. Que tenhas lembranças boas, por tudo que te aconteceu. Que o Menino que há 2000 anos nasceu, nos ilumine todos os dias. Que renasça a alegria, para quem à perdeu. Que se a caso não te aconteceu, tudo aquilo que queria. Que não percas a alegria, o entusiasmo e a coragem, a vida é uma viagem, mas é nós que escolhemos
o caminho,
espere mais
um pouquinho,
e tudo vai
acontecer.
Um novo ano
vai nascer,
deposite
nele tua
esperança,
quem espera
sempre alcança,
diz o velho ditado.


Então, te desejo parceiro(a), junto com tua gente,  um Novo Ano maravilhoso,  de conquistas, alegrias e realizações.
Mas para que tudo aconteça, antes, se agarre na proteção do céu, agradecendo ao Pai Soberano,
pois assim a cada ano, será feliz o teu viver, e em cada amanhecer,

será como um NOVO ANO !!!Feliz Natal!!!

E um baaaaaaaita 2012!!!!

Leni Chiarello Ziliotto

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Autor do texto: desconhecido (se você for autor do texto, favor fazer contato para dar créditos à obra)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CONVITE




APRESENTAÇÃO
            Leni cumpriu sua sina de mulher: casou, teve filhos, cuidou da casa, trabalhou e trabalha para contribuir no orçamento familiar. E escreve, assumindo seu ser poeta, deixando vazar seu olhar feminino sobre o mundo, como um modo de se expor e de expor um universo marcado culturalmente, fazendo com que o sujeito lírico ora se identifique com ele e ora se afaste, pendulando entre os preceitos em vigor e o seu rompimento.
            Neste seu novo livro, que poderia ser um quase romance em versos, a autora nos conduz por entre outros mistérios da sua poética, como se, soprando um instrumento musical, nos atraísse com a melodia da sua expressão e dos seus mais profundos pensamentos.
            Provando a desnecessidade de padrões para que um poema se faça emoção, em cada deles, Leni transborda segredos, desvenda sua consciência humanista, quase de romancista, como pretexto para nos dar a conhecer o despertar da sua Carolina.
            Lendo-a percebi algo diferente no modo de olhar e na postura dessa recém-nascida personagem poética que me despertou uma curiosidade que, a princípio, não soube compreender bem a razão. Depois, refletindo, vi que Carolina é um novo olhar frente ao mundo, um voltar-se para dentro de si em busca de maior expansão do próprio eu. E foi desse “eu” que nasceu “Carolina que fechou uma porta”, que não se faz de aparências, que não usa máscaras, que olha tanto para o real quanto para o vazio, sem medo algum de perder as ilusões e que fechou uma porta de desencantos, mas que abriu outras portas para novos encantos.
            No tom de confidência, nos versos livres, nas estrofes heterogêneas e na linguagem coloquial expressiva, pulsam a vida, o lírico da temática amorosa e a reflexão, chamando o leitor para passear com Carolina e conhecer seus mistérios.

Para Leni

Conheci, uma vez, uma mulher,
Apaixonada pela poesia.
Lápis em punho faz o que quer,
Pelos poemas, vive em magia.

Em melodias faz suas tristezas,
Com garra, com paixão, os versos doma...
Amante e musa quer mais que belezas,
E de mundo constrói sua redoma.

Poeta, ser mulher, pura harmonia,
Habitam-se nas curvas e contornos...
Entre o inferno e um mar de alegoria
Uma só cruz não vale seus adornos.

Leni, vive em amor e vai por mim:
Toma um café e um verso no jardim!

Lizete Abrahão

domingo, 3 de julho de 2011

POETA

O poeta agarra toda a beleza
Beija a alegria afaga a tristeza
Coleta alegra, enlaça seduções
Faz vibrar amor com emoções.

Poeta vê invisibilidade da poesia
Encontra-a na curva do caminho
Dá aos lábios os jeitos de alegria
Ao sentir mil afogos de carinho.

Poeta empurras dores tormentosas
Agarra raízes da cultura sua gente
Vê a cor sente perfume das rosas
Empresta à vida, tom de contente.

Joga com letras como com a bola
Letras não tem fim do que dizer
Enriquece a vida que o consola
Empresta a quem lê poesia, prazer.

O poeta agarra as estrelas e o luar
Embrulha amor em sentimento
Ele dá prazer ao beijo e abraçar
Dá calor à alegria, ao sofrimento.

Acaricia corações à humanidade
Diz sempre o que sente o coração
Dá a verdade a toda a igualdade
Poeta procura repartir a todos, pão.
Por: Armando C. Sousa

quinta-feira, 9 de junho de 2011


POEMAS PARA OS NAMORADOS
Do livro “Mosaico de Palavras”
1
                                                      Você é apaixonante.
Tantas dúvidas e certezas e muita sabedoria.
Suas qualidades, habilidades e capacidades,
são diferenciais.
Não ser compreendido é uma virtude dos sábios.
Saber compreender é uma virtude dos espiritualizados.
Temos a necessidade humana
de nos defendermos dos incrédulos.
Você é diferente.
De energia positiva.


2
Aguardo a noite.
A noite que você me queira.
A noite da arte.
Vivo para você um mosaico.
Culturas, desejos,
Sabores.


3

Fluidos invadem nossa conversa
e neutralizam o poder da paixão.

Assim não fosse, queimaríamos
na fogueira das línguas da nova geração de bruxas.

Nossos anjos nos servem,
na bandeja da harmonia, a sabedoria.

O crescente desejo acaricia
um ao outro, com olhos, com lábios, com vozes e hálitos.

Nossas vontades provocam inveja
e têm o trabalho de desfazer preconceitos,
para vivermos nossos direitos.

Terminamos embalando nossos sonhos,
em momentos do próximo encontro. 

Autora: Leni Chiarello Ziliotto

quarta-feira, 8 de junho de 2011


POEMAS PARA OS NAMORADOS
Do livro “Mosaico de Palavras”
1
Carrego, no peito,
toda saudade que tenho
do meu ventre,
do meu berço,
da minha infância,
do teu beijo.


2
...no meio da multidão,
alguém diferente...
            Tudo evidencia,
            nada denuncia.
Eu busco você
com os olhos,
pelo cheiro,
para o corpo.


3
Eu beijo teus lábios,
Eu sinto teu sabor.
                        Tuas mãos em meu corpo,
Numa delícia provocante.
                        A roupa no chão,
O olhar de cada um.
                       Os toques mágicos,
                       Nos pontos definidos.
Treme tua boca,
Molha meu corpo.
                       Sublima os desejos,
                       Com sabor de pecado.
Embriaga nós dois,
É a possibilidade
De tudo e para sempre


Autora:  Leni Chiarello Ziliotto

terça-feira, 7 de junho de 2011


POEMAS PARA OS NAMORADOS

Do livro “Sabores”
Lua
Quando a lua brilha,
reflete tua luz.
Sinto tua presença,
quero sentar contigo no chão,
tomar um suco
manga, uva ou maracujá.
Quero compartilhar as realizações,
quero fortalecer sentimentos.

Quando a lua brilha,
o céu nos olha,
o Senhor nos abençoa,
nossos anjos nos acompanham.
Eu sinto saudades,
eu preciso te ver.

Quando a lua brilha,
penso
no manto de Jesus – vermelho,
em nossos corações, azuis,
em teus olhos, verdes,
na vida, colorida.

Quando a lua brilha,
percebo que estamos
em um jardim que atrai as borboletas,
que oferece mel,
que se doa para o belo,
que exala vida.

Agora chove,
a lua não brilha.
Sinto a tua presença forte
e visto vermelho,
para todos verem
minha paixão por ti.


Autora: Leni Chiarello Ziliotto

terça-feira, 31 de maio de 2011

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO CÓDIGO FLORESTAL






Período Colonial
As primeiras regras e limitações à conversão de uso do solo (desmatamento) e à exploração florestal no Brasil são anteriores ao Código Florestal. A Coroa Portuguesa editou diversas normas para manter o estoque florestal da então colônia brasileira. Além das regras, foram definidas severas penalidades, até mesmo a pena capital e o exílio, para aqueles que desrespeitassem as regras de utilização do solo e das florestas existentes no país.

1934 - Primeiro Código Florestal do Brasil
Por meio do Decreto 23.793, de 23/01/1934, foi instituído o “Código Florestal Brasileiro”. O decreto estabeleceu, entre outros pontos, o conceito de florestas protetoras. Embora semelhante ao conceito das Áreas de Preservação Permanente (APPs), o decreto não previa as distâncias mínimas para a proteção dessas áreas. Também foi definida a obrigatoriedade de uma espécie de “reserva florestal” nas propriedades. O objetivo desse ponto era assegurar o fornecimento de carvão e lenha – insumo energético de grande importância nessa época – permitindo a abertura das áreas rurais em, no máximo, 75% da área de matas existentes na propriedade. Porém, autorizava a substituição dessas matas pelo plantio de florestas homogêneas para futura utilização e melhor aproveitamento industrial. Essa linha foi seguida pela Lei 4.771/65, texto que deu origem ao Código Florestal.

1965 - “Novo Código Florestal” – Lei Federal 4.771/65
Essa lei e as posteriores alterações estabelecem, entre outros pontos, as limitações ao direito de propriedade no que se refere ao uso e exploração do solo e das florestas e demais formas de vegetação.
São dois os principais pontos, constantes nessa lei, de interesse do produtor rural:
·         • Reserva Legal (RL);
·         • Áreas de Preservação Permanente (APPs).

1986 – Lei 7511: Modifica a reserva florestal e as APP’s
O conceito de área de reserva florestal - posteriormente denominado de reserva legal - sofreu diversas alterações.
O conceito de reserva florestal, instituído pelo Código Florestal de 1934 vigorou até 1986, quando foi publicada a Lei Federal 7.511/86. Essa lei modificou o regime da reserva florestal. Até então, as áreas de reserva florestal podiam ser 100% desmatadas, desde que substituídas as matas nativas por plantio de espécies, inclusive exóticas. Embora essa lei tenha modificado o conceito de reserva florestal. Até então, as áreas de reserva florestal podiam ser 100% desmatadas, desde que substituídas as matas nativas por plantio de espécies, inclusive exóticas. Embora essa lei tenha modificado o conceito de reserva florestal, não mais permitindo o desmatamento das áreas nativas, manteve a autorização para o proprietário repor as áreas desmatadas até o inicio da vigência dessa lei, com espécies exóticas e fazer uso econômico das mesmas.
Essa lei também alterou os limites das APP’s, originariamente de 05 metros para 30 metros, sendo que nos rios com mais de 200 metros de largura a APP passou a ser equivalente à largura do rio.

1989 – Criação da Reserva Legal e alteração nas APP’s
Em 1989, a Lei Federal 7.803 determinou que a reposição das florestas utilizasse prioritariamente espécies nativas, embora não proibisse a utilização de espécies exóticas. Nesta Lei foi instituída a Reserva Legal, que é um percentual de limitação de uso do solo na propriedade rural. Essa área não é passível de conversão às atividades que demandem a remoção da cobertura vegetal. Também criou-se a obrigação de 20% de Reserva Legal para áreas de cerrado que, até esse momento, era somente para áreas florestadas encerrando, assim, a fase da “reserva florestal”, substituída pela “reserva legal e definindo que a averbação da reserva legal fosse feita à margem da matrícula do imóvel no registro de imóveis competente.
A Lei 7803 alterou novamente o tamanho das APP´s nas margens dos rios e criou novas áreas localizadas ao redor das nascentes, olhos d’água; bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, ou ainda se a propriedade estiver em altitude superior a 1,8 mil metros; ou se ocorrer qualquer das situações previstas no artigo 3.º, da Lei Florestal.
O problema é que milhões de hectares considerados como APP´s, e que na maioria dos casos foram ocupados antes da proibição pela legislação, têm atividades que envolvem a produção de alimentos, indústrias, habitações urbanas e rurais, além de vários assentamentos. Essas áreas, nos moldes da lei atual, teriam que ser removidas.
Muitas dessas atividades e ocupações não apresentam riscos ao ambiente e à sociedade, cumprem função social, mas estão em desacordo com os preceitos da legislação ambiental. Parâmetros técnicos devem orientar se uma atividade deve ser mantida numa determinada área ou não. É a partir dessa avaliação que serão propostos possíveis ajustes. Mas a legislação atual não leva em consideração as avaliações científicas. O Brasil possui dimensões continentais e os mais diversos tipos de solo e situações topográficas, o que reforça a necessidade de uma legislação adequada à ciência que considere as peculiaridades locais, inclusive em relação ao histórico de ocupação das suas terras.

1996 – Medida Provisória 1511/96 – Amplia restrição em áreas de floresta
A primeira de uma a serie de Medidas Provisórias editadas, até a MP 2166-67/2001, restringiu a abertura de área em florestas. Embora não tenha aumentado a reserva legal, passou a permitir apenas o desmatamento de 20% nos ambientes de fitofisionomia florestal. A partir da MP 2080/2000 a reserva legal em áreas de floresta passou a ser de 80%.
1998 – Lei de Crimes Ambientais
Essa lei também mudou dispositivos do Código Florestal, transformando diversas infrações administrativas em crimes, alterando a Lei de 1965. A lei abriu brecha para a aplicação de pesadas multas pelos órgãos de fiscalização ambiental, criando novas infrações, inexistentes anteriormente.

2001 – MP 2166-67/2001 - Altera conceitos e limites de reserva legal e APPs
A MP 2166 novamente alterou os conceitos de reserva legal e áreas de preservação permanente. Definiu a reserva legal como sendo “a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. O tamanho mínimo da reserva depende do tipo de vegetação existente e da localização da propriedade. No Bioma Amazônia, o mínimo é de 80%. No Cerrado Amazônico, 35%. Para as demais regiões e biomas, 20%.
As APP’s sofreram diversas modificações. Passou a ser a faixa marginal dos cursos d’água cobertos ou não por vegetação. Na redação anterior era apenas a faixa coberta por vegetação. Nas pequenas propriedades ou posse rural familiar, ficou definido que podem ser computados no cálculo da área de reserva legal os plantios de árvores frutíferas ornamentais ou industriais, compostos por espécies exóticas, cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com espécies nativas.

 2010 – Aprovação da proposta em comissão
A Comissão Especial do Código Florestal aprovou no dia 6 de junho de 2010 a proposta do deputado Aldo Rebelo para modificação do Código Florestal Brasileiro. Com treze votos a favor, a proposta foi acatada pela comissão e está pronta para apreciação no plenário da Câmara e do Senado.
2011 – Votação a favor das alterações
A Câmara dos Deputados votou a favor das alterações no Código Florestal. O Projeto de Lei 1876/99 foi aprovado por 410 votos contra 63 e uma abstenção. 

Acesso: 28 de maio de 2011

Data: 04/05/2010
Institui o novo Código Florestal.
Publicada no DOU de 16.9.65 e retificada em 28.9.65



Narrativas de Distopia: Reflexões sobre o Mundo Atual na Ficção

1. O Reflexo Distorcido: Distopias servem como espelhos distorcidos da sociedade atual. Ao explorar mundos sombrios e opressivos, os escrito...