segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Escritora lança livro que conta história de mulheres de Nova Mutum

A escritora Leni Chiarello lançará o livro “O brilho das estrelas imortais”, que conta a história de vida de mulheres que vivem em Nova Mutum. O evento será no dia 7 de novembro, na câmara dos vereadores, com início às 19h30 e sessão de autógrafos às 21h.

De acordo com a autora, a publicação “revela os sonhos e as frustrações, as alegrias e as tristezas, as fortalezas e as debilidades, a coragem e os medos que habitam a mente e o coração destas mulheres”. Os temas maternidade, energia, vida, emancipação, missão, valor, referência, carisma, garra, pioneirismo, razão, futuro, prosperidade, reconhecimento, brilho, sabores, arte, profissionalismo, otimismo, coragem e delicadeza, que constituem o fio condutor de todo o livro. Integram-se aos temas dos sonhos e da realidade, da agitação, das fragilidades e dos revezes, que a autora, em forma realista, reconhece que estão em permanente tensão na vida de todas as pessoas.

Partilhando sua experiência pessoal desta tensão, a autora se coloca frente a um espelho ao lado das mulheres de Nova Mutum para buscar, junto com elas, o “brilho de estrelas imortais” que está nas entrelinhas  na história pessoal de cada uma delas. O horizonte desta busca é convivência harmônica destas mulheres consigo mesmas, com suas famílias, com a sociedade, com a natureza, com as circunstâncias históricas e pessoais de cada uma delas e com a dimensão transcendental que guia esta busca permanente.

A autora atualmente reside em Sinop e faz parte da equipe pedagógica de uma escola particular no município.

Fonte: Redação Só Notícias
http://www.sonoticias.com.br/noticia/cultura/escritora-lanca-livro-que-conta-historia-de-mulheres-de-nova-mutum#sthash.x8qxF99d.dpuf - 06/10/2074 - 14:40




CONSELHO


VIVER É PERDER CASCAS CONTINUAMENTE!


Desapego!
Caminhar; apenas caminhar.
Deixar paisagens para trás.

Dói!
Compreender, que tudo passa.
Abrir-se ao novo.

Beleza!
Passo a passo, interiorizar-se.
E aparecer com a alma renovada.

Deixar ir...
O desapego,
dói!


Leni chiarello
26/10/2014 - 23h 51








sábado, 19 de julho de 2014



Se o mundo não despertasse em mim necessidades

eu não estaria me prostituindo.


Meu desejo neste momento?



Que Deus não seja normal!

Leni, 2014.


... NOSTALGIA ...



Sonhos
Vividos. Ainda verdes. Coloridos.
Sonhos de trança, de criança. Sonhos.


Escola?
É a vida. Colorida. E sofrida.
Sou eu. Somos nós. E nós.



Os caminhos.
Trilhados.

Abertos, suspeitos, amassados...

Leni, 2014. 



DIA DO AMIGO


RUBEM ALVES

... ENSINAR A PENSAR ...


Com Rubem Alves na 52ª Feira do Livro em Porto Alegre. 
Sessão de autógrafos do meu livro "Amor meu sol" no mesmo espaço e mesmo horário que Rubem Alves. 
Prazer imenso e honra. Uma das minhas referências para a prática pedagógica e para a vida.


... ENSINAR COM SABOR...

O MENINO E A MENINA PRECISAM GOSTAR DE IR À ESCOLA!

PROVOCAR CURIOSIDADE...

MOSTRAR AOS MENINOS E ÀS MENINAS, AS BELEZAS DO MUNDO! 



Frases copiadas de Rubem Alves (web);

- Nós não vemos o que vemos, nós vemos o que somos. Só veem as belezas do mundo, aqueles que têm belezas dentro de si.

- Eu quero desaprender de novo. Raspar as tintas com que me pintaram. Desencaixotar emoções, recuperar sentidos.

- Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar.


Acredito que este ano, com a saúde frágil, Rubem Alves sentiu por diversas vezes o sabor do "moranguinho":

Morangos à beira do abismo

Um homem ia feliz pela floresta quando, de repente, ouviu um urro terrível. Era um leão. Ele teve muito medo e começou a correr. O medo era muito, a floresta era fechada. Ele não viu por onde ia e caiu num precipício. No desespero agarrou-se a uma raiz de árvore, que saía da terra. Ali ficou, dependurado sobre o abismo. De repente olhou para a sua frente: na parede do precipício crescia um pezinho de morangos. Havia nele um moranguinho, gordo e vermelho, bem ao alcance da sua mão. Fascinado por aquele convite, para aquele momento, ele colheu carinhosamente o moranguinho, esquecido de tudo o mais. E o comeu. Estava delicioso! Sorriu, então, de que na vida houvesse morangos à beira do abismo...

Rubem Alves, 2009.


Uma das minhas leituras atuais (e outras leituras, como "Instruir para revoltar"). 
Contrapontos...

O livro é meu, posso emprestar. 

EM TODOS OS TEMPOS


Vila costa-riquenha fica coberta com 3,5 toneladas de chuva de pétalas de flores


Um vilarejo na Costa Rica chamou a atenção por conta de uma chuva diferente. Tratam-se de pétalas de flores, as quais cobriram todo o local e trouxeram ainda mais beleza à região.
Ao todo, oito milhões de pétalas foram usadas. A ideia partiu da empresa Sony, a qual realizou a ação em uma área próxima ao vulcão Irazú.
A intenção da fabricante era cobrir todos os pixels do modelo de televisão com tecnologia 4K Ultra HD, valorizando, assim, a qualidade da imagem da TV.



O fotógrafo Nick Meek, juntamente do cinegrafista Jaron Albertin, capturaram as imagens do momento. Segundo a Sony, foram usadas as espécies com cores mais vibrantes encontradas na região.





Vila em Costa Rica se enche de pétalas com chuva de flores.

A empresa finalizou dizendo que praticamente não usou manipulação em softwares de edição de imagens, realizando pequenos ajustes.



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·         Joceli Chiquiti
Parabéns!!! pra sony detonando milhões de flores para uma porcaria de comercial de tv , e tem gente que que se encanta com isso...aff
  Jessica Rocha ·  
Usar flores que nascem espontaneamente no meio natural é uma coisa, mas usar flores cultivadas para fins comerciais é outra... Ficou realmente lindo! Sou formada técnica em meio ambiente, para um comercial de tv com toda a certeza a sony teve que cumprir inúmeros protocolos relacionados a questão ambiental, as pétalas (por serem material orgânico entraram em decomposição e ajudarão na fertilização do solo) causaram um efeito simplesmente surreal e romântico. Cara Joceli Chiquiti, creio que seu comentário tenha sido inspirado no fato de ter sido a mente humana a ter "bolado" o comercial, indico que pesquise sobre a queda das flores de cerejeiras no Japão, é um acontecimento semelhante, porém criado pelo Divino...

arrasou...
o    
Arrasou Jéssica!!
·         
  Quero saber quem vai limpar a sujeira !!!!
o    
  Luiz Herbert ·
sujeira? são petalas de flores e são organicas e n feitas de petroleo ou qualquer outro material humano... por tanto, vai se decompor naturalmente e ainda adubará o solo :)

   Vanda Modelista Costureira · Trabalha na empresa Autônomos BR
É cada comentário... rsrsrsrs o que importa mesmo é essa mágica beleza né.

Luiz Herbert Pensando bem, vc tem razão !!!!

Lindo,adorei,Parabéns.
·         
Fantástica ideia da Sony. Precisamos de mais ações que lembrem a beleza, amor e respeito. Quem sabe a humanidade possa sorrir um pouco mais?

Adorei!!! Muito lindo!!
Há alguns anos morei em Costa Rica, estive nesse vulcão Irazú!!
Parabéns a Sony e aos idealizadores!!

Muito lindo,Parabéns aos criadores.
Coisa muito maravilhosa, se a gente não sabe, qdo chega até assusta, é muito lindo mesmo e parabens aos colaboradores por esta maravilha...

os videos da sony são os mais perfeitos e lindos assista em qualquer tv sony exposta em lojas

Que lindo!!

   Isaelle Cristina · Seguir ·  Quem mais comentou · 2 grau completo camaçari
perfeito

http://www.gadoo.com.br/entretenimento/vila-costa-riquenha-fica-coberta-com-35-toneladas-de-chuva-de-petalas-de-flores/

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Novas Tecnologias na Educação - Eis a questão!


“O professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe.”

As palavras acima são do juiz de Direito Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª vara Civil e Criminal de Tobias Barreto/SE, ao julgar improcedente a ação de aluno em face de professor que tomou seu celular em sala de aula.

De acordo com os autos, o docente retirou o aparelho do aluno, que ouvia música com fones de ouvido durante sua aula. O menor, representado por sua mãe, ajuizou ação para pleitear dano moral, para representar seu “sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional”.

Ao analisar o caso, o juiz Eliezer solidarizou-se com a situação dos professores.

“Ensinar era um sacerdócio e uma recompensa. Hoje parece um carma”.

Afirmou, então, que o aluno descumpriu norma do Conselho Municipal de educação, que veda a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor.

Para o magistrado, não houve abalo moral, uma vez que o aluno não utiliza o aparelho para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade.

“Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os realitys shows, a ostentação, o bullyng intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira.”

Por fim, o juiz prestou uma homenagem aos docentes.

“No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu “múnus” com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor.”

Processo 201385001520

Fonte: http://www.nacaojuridica.com.br/2014/06/juiz-nega-dano-moral-aluno-que-teve.html   
(Grifo nosso) 









A sala de aula ainda está no século 19
A pedagogia vê o professor como única fonte de saber e despreza novas tecnologias



Desde 1995, ano em que a internet se socializa e se põe à disposição de todo o mundo, as coisas começaram a mudar na sociedade do final do século 20. Essas mudanças seguem afetando substancialmente os conceitos tradicionais dos quais nos valíamos desde o final do século 19. Com à internet ao alcance de todos e a novas tecnologias ao alcance de quase todos, os conceitos tradicionais mudaram, ainda que exista gente que se aferre ao antigo sem perceber que o passado não é capaz de fazer frente aos desafios que temos diante de nós. 
Qualquer conceito que examinemos oferece uma nova imagem, radicalmente diferente da que havíamos formado no imaginário coletivo durante séculos. A educação é um exemplo. Fala-se e teoriza-se muito sobre o chamado fracasso escolar, apoiando-se em relatórios para analisar o tal fracasso utilizando parâmetros da sociedade industrial, desconhecendo que com a internet entramos numa nova sociedade.
Os relatórios analisam resultados, mas evitam entrar nos conteúdos, instrumentos e atitudes dos sistemas educativos. Todos sabem que, quando ocorre um acidente de avião, a primeira providência é buscar e analisar a famosa caixa-preta, onde estão todas as informações sobre o que aconteceu no momento do desastre. A análise do sistema educativo deveria buscar e analisar a caixa-preta da educação, a sala de aula. 
O que nos diz essa caixa-preta? Primeiro que a informação já não é fonte do poder e autoridade do professor. Durante séculos o professor era o depositário da informação que ia transmitindo, ano após ano, aos alunos, sem outro auxílio que não livros de texto, lousa, giz e alguns poucos meios didáticos que o estudante só podia usar em sala de aula.
O professor era o xamã da tribo, sabia o que tinha de saber e transmitia isso da forma que podia transmitir. Na aula se segue a mesma metodologia, depreciando a evidência de que a informação já não é patrimônio do docente mas que, em grau superlativo, está à disposição do aluno num aparelho que permite buscar em segundos tudo o que é necessário saber.
A internet é um magnífico instrumento. Libera informação em tal quantidade que o professor que a menospreze ou pretenda competir com ela está deixando de exercer seu novo papel, o de se converter em agente organizador capaz de fazer com que o aluno saiba utilizar a rede para pescar o que precisa e para que a informação chegue ao estudante em forma de conhecimento. Enquanto nos empenharmos em evitar a nova realidade estaremos incidindo nos mesmos erros que se cometeram historicamente, quando alguns sistemas educativos se empenhavam, por exemplo, em amarrar a mão esquerda às costas dos alunos, obrigados a escrever com a mão direita porque assim ditava a norma, mesmo que fossem canhotos.
O sistema demorou a aceitar que o cérebro se organiza de forma diferente para destros e canhotos e que era um atentado contra a natureza pretender que todos fossem destros. Os alunos nascidos depois de 1995 são digitais, e só digitais. Nasceram com as novas tecnologias e seu mundo não é analógico, por mais que o sistema educativo se empenhe em vê-los como tais e anular a digitalização durante a jornada escolar.
É de novo a mão presa às costas para que sigam analógicos. Um adolescente de 12 ou 13 anos é digital quando se encontra fora da aula e analógico quando se senta em sua carteira. Essa contradição se choca com os interesses do aluno, impedindo que desenvolva suas potencialidades, se aborrecendo diante de um sistema pedagógico inadequado às regras e normas que tem em sua casa ou na rua. Alunos que fora do período escolar têm a oportunidade de usar um computador para conectar-se ao resto do planeta na escola se deparam com a limitação de uma parede adornada com uma lousa que mata sua imaginação e sua capacidade de unir-se ao mundo.
Ninguém pode achar estranho que o sistema fracasse. O argumento de muitos de que a educação sempre foi assim é uma falácia que evita a responsabilidade de envolver-se com o treinamento e uso de tecnologias que o aluno usa com naturalidade na rua e das quais se vê privado nas aulas. Nenhum cidadão aceitaria que seu diagnóstico fosse elaborado com o uso de antigos recursos da medicina quando a ciência já oferece novas tecnologias que evitam erros de avaliação subjetiva.
Não existe médico que dispense o uso de novas tecnologias em sua profissão. O médico se sente responsável pela sorte de seu paciente e, em consequência, tudo que o ajude a fazer um melhor diagnóstico será usado, independentemente de que os métodos fossem diferentes ou de que em seus tempos de estudo tais tecnologias não existissem. Ao contrário, estamos dispostos a seguir aceitando a velha pedagogia que rejeita o novo, com o argumento de que sempre foi assim e assim é que deve ser. 

Juan Carlos Rodríguez Ibarra, El País (Fonte: Revista da Semana 27/07/2008)