sexta-feira, 1 de maio de 2015

DIA DO TRABALHADOR 2015

AS IMAGENS FALAM POR SI


















terça-feira, 21 de abril de 2015

PEROLA e BODAS


Pérola é um material orgânico produzido por alguns moluscos como a ostra. Em reação a corpos estranhos como vermes ou grãos de areia, a ostra vai cobrindo-os com camadas de nácar que vão encobrindo as arestas do corpo estranho que machuca. A pérola também pode ser obtida de forma artificial, inserindo no interior da ostra um objeto minúsculo, causando uma inflamação.Ou seja, se não há dor e sofrimento, não há pérola.

Bodas é o nome da celebração das festas de casamento, sejam elas no civil ou no religioso. A cada ano as bodas recebem um significado e uma denominação diferente. O termo boda tem origem no latim vota que significa “promessa”. Assim, boda se refere aos votos matrimoniais feitos no dia do casamento e a celebração já é uma tradição na cultura ocidental. Tradição que surgiu na Alemanha, onde era costume de pequenos povoados, oferecer uma coroa de prata aos casais que fizessem 25 anos de casados, e uma de ouro aos que chegassem aos 50. Com o passar dos séculos foram criadas outras simbologias para os anos seguintes, e quanto mais tempo de casados, maior a importância do material, que vai do mais frágil ao mais resistente.




Trinta anos de vida matrimonial – Bodas de Pérola!

Para as Bodas de Pérola, na perspectiva da formação da pérola, pode-se dizer que, assim como para a ostra os grãos de areia que a invadem por obra da natureza ou qualquer objeto estranho inserido nela por obra do ser humano incomodam e por isso ela produz o nácar que encobre as arestas que machucam; os reveses da vida conjugal invadem a relação pela natureza dos cônjuges, ou são inseridos por obra das sociedades humanas. Já a reação aos reveses nas relações humanas se diferencia da reação da ostra, pelo raciocínio, e por isso, mais de uma opção de solução, se algumas se pode dizer que são soluções.

Quando as dores incomodam, na perspectiva da ostra, e de alguns relacionamentos, a reação é produzir algo que anule a ação do agressor e, a partir disso e por isso, produzir algo precioso, valioso, belo, uma joia.Ao mesmo tempo, nos relacionamentos humanos, pelo raciocínio, a opção poderá ser a de abandonar os ideais e propósitos iniciais, o que pressupõe que o sofrimento abalou as convicções. Ou seja, não se consegue resistir aos desafios propostos pelo casamento, cujos motivos podem ser justificados somente pelas duas pessoas envolvidas. Situação que também gera sofrimento. Diferente do sofrimento de quem se mantém na relação, mas sofrimento.

Muitas pérolas deixam de ser produzidas nos relacionamentos humanos. Outras ainda, depois de produzidas, são jogadas fora, abandonadas, destruídas. E os argumentos são inúmeros. Pelo raciocínio.Vive-se um tempo em que a dedicação, a paciência, o carinho, o cuidado e principalmente o amor não são percebidos como nácar que encobre as arestas que machucam, e por isso parte-se logo para o abandono. Como resultados desse tipo de situação, pérolas são jogadas fora, ou nem chegam a ser produzidas. Em primeiros, em segundos, em terceiros, em [...], relacionamentos.

Digladiar-se entre a carência de uma separação; o cuidado ao envolver-se em novos relacionamentos; a superação das diferenças para manter-se em um relacionamento pela vida após o matrimônio; são sofrimentos de ostra.A convicção de que as dores valerão a pena é necessária. Outros ingredientes também, como o humor, para compreender que não vale a pena e não leva a lugar nenhum um machucar o outro ou mesmo se deixar machucar por intrigas externas.

O processo de defesa é que forma a joia!

Se assim, os reveses foram inúmeros e nosso processo de defesa foi do tamanho do infinito, porque as joias produzidas nos 30 anos de união matrimonial, de valor incalculável, não têm preço:





Artur




Davi




Altamir Junior e Lilia






Fernanda e Mozer






Virginio e Leticia





A tradição é comemorar Bodas de Prata, 25 anos, e Bodas de Ouro, 50 anos. Mas, Bodas de Pérola não poderiam passar em branco. Pelo processo de “ostra” reagindo principalmente aos últimos reveses inseridos em nossa vida conjugal. Trinata 30 anos de propósitos na mesma direção apesar das diferenças foram comemorados com singelo jantar em Chalé do Italiano, em Sinop-MT, a mais de três mil quilômetros da nossa terra natal e dos nossos familiares. 



Já comemoramos muitas datas importantes com casa cheia e barulho. Deles ficam a saudade e o agradecimento. 


Em meu último aniversário comemorado com amigos do RS teve isso. Eu fiz. Eu fazia!


Hoje silêncio, aconchego, reflexão, conclusões...








Estamos conseguindo!
Joias foram produzidas!
O que virá sempre será melhor do que já foi!
Resistindo aos reveses!



Natal de 2009 - Passo Fundo - RS


Natal de 2012 - Nova Mutum - MT


Casamento no civil: 19 de abril de 1985.
Casamento no religioso: 20 de abril de 1985.
Filhos: Altamir Júnior; Fernanda e Virginio.
Netos: Artur e Davi.





Acredito também ser pérola...


Meus pais Erzelino e Maria Paula
Comemoraram Bodas de Ouro em 2010



sábado, 14 de março de 2015

POEMAS




Poemas são construções

que faço

quando as emoções

não cabem mais


em meu peito!

Leni, 2015




POESIA


Um texto escrito com rimas,
com ritmo,
com melodia.

Poema.
Um texto colorido,
risonho,
medonho.

Poesia?
É diferente.
É o olhar!

Olhar de cada um
para a pessoa amada,
para o sorriso do bebê,
para o bichinho de estimação.

Poesia é o por do sol.
É o primeiro batom.
É a chuva fina de inverno.
É sentir frio de emoção.

Poema e poesia de mãos dadas?
A poesia em um texto é o poema!

Ou não.

Olhar!



Leni, 2014.


sexta-feira, 6 de março de 2015

MULHER


Imagem: Adriana Maria Cofcewicz


Menina mulher.
Mulher ainda moça.
Moça madura.
Mulher experiência.
Menina de trança.
Mulher sempre criança.
Mulher!

Obra de arte do bom artista
na forma de música,
                de pintura,
                        de poema,
                               de Iracema,
                                       de MULHER!
Assim musicada,
                desenhada,
                        declamada,
                               amada...
Sempre faltará
                uma nota,
                        um traço,
                               uma palavra,
                                       talvez um nada,
para representar a mulher
que alcançou a grande vitória
de estar ao lado do homem,
                        do seu homem,
                               de outros homens,
                                       de todos os homens,
sem competir,
sem excluir,
sem se diminuir,        
sem ultrapassar.
Aquela mulher
que entrou pra batalha
sem se masculinizar
nem vulgarizar.

Como abelha-mestra, vibra a mulher
em grandes conquistas fazendo a diferença,
metendo sua colher na panela da vida,
para dar ao mundo o toque mágico
da ternura que o faz paz
pela harmonia do equilíbrio,
        da força,
                do bom senso,
                        da maternidade.

Que Deus é Pai
e a Terra é Mãe!

Leni Chiarello Ziliotto, 2005.
(Do Livro O BRILHO DE ESTRELAS IMORTAIS – 2014)


domingo, 1 de março de 2015

FASES




Em momentos de germinação,
é dor e contemplação.
A ação é estéril ou assassina.
A vida é mais, em muito.
Do que foi escrito, saudade!
Nas páginas em branco, esperança!
Leni, 2015





quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A ILUSÃO DO MIGRANTE


Quando vim da minha terra,
se é que vim da minha terra
(não estou morto por lá?),
a correnteza do rio
me sussurrou vagamente
que eu havia de quedar
lá donde me despedia.

Os morros, empalidecidos
no entrecerrar-se da tarde,
pareciam me dizer
que não se pode voltar,
porque tudo é consequência
de um certo nascer ali.

Quando vim, se é que vim
de algum para outro lugar,
o mundo girava, alheio
à minha baça pessoa.
e no seu giro entrevi
que não se vai nem se volta
de sítio algum a nenhum.

Que carregamos as coisas,
moldura da nossa vida,
rígida cerca de arrame,
na mais anônima célula,
e um chão, um riso, uma voz
ressoam incessantemente
em nossas fundas paredes.

Novas coisas, sucedendo-se,
iludem a nossa fome
de primitivo alimento.
As descobertas são máscaras
do mais obscuro real,
essa ferida alastrada
na pele de nossas almas.

Quando vim da minha terra,
não vim, perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído.
Ai de mim, nunca sai.
Lá estou eu, enterrado
por baixo de falas mansas,
por baixo de negras sombras,
por baixo de lavras de ouro,
por baixo de gerações,
por baixo, eu sei, de mim mesmo,
este vivente enganado,
enganoso.


Carlos Drummond de Andrade




terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

HARMONIA



                Não somos únicos.
                Não somos especiais.
                Normais, odiamos e amamos,
                até o esgotamento dos dois.

                Todas as histórias, iguais,
                em telas naturais,
                são espetáculos únicos, especiais!

Leni, 2015